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Encantos do meu Sul

Por: Alison Henrique Machado

Imagem: Jenifãn Larissa da Cruz Souza


Em dias de outono e inverno no Sul, as massas de ar polar trazem frio e geadas, as vezes neva. O céu fica cinza; os bosques, brancos. Então o azul da gralha se torna celestial e dentre os pinheiros-do-paraná ela voa derrubando as pinhas que, no ar, desmancham-se e caem como chuva de pinhões. Alguns germinam; uns, a gralha-azul enterra; e no pé da araucária as grimpas sapecam de vereda para nutrir o índio, o jesuíta, e a polaca.

As calçadas curitibanas desenham o nome da capital mais fria e expressam o sentimento de pertencer a terra de muitos pinhais, onde a erva-mate cresce nativa, e o Iguaçu oferece água para uma mateada.

O vento uiva, mas no fogão a lenha os nó-de-pinho fervem a água para o cozimento, e os pinhões se tornarão deliciosos brigadeiros, enquanto uma roda-de-chimarrão aquece as almas dos viventes.
No Sul do mundo o inverno é tão colorido como o jardim de um eslavo-curitibano.

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